Síndico, saiba como manter o condomínio protegido dos raios

Um sistema de para-raios do tipo Franklin, muito comum nos edifícios, é composto basicamente por três subsistemas interligados: o captor aéreo instalado no ponto mais alto do prédio responsável por  interceptar o raio, os condutores de descida que conduzem a corrente elétrica do raio e a malha de aterramento no solo onde a corrente da descarga atmosférica será dispersada. 

De acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Brasil é líder mundial em registros de raios com uma média de 77,8 milhões de raios por ano. Com tantas descargas assim, é fundamental manter o sistema de para-raios em boas condições para que ele possa cumprir bem a sua função.

O Art. 151 da Lei Municipal de Curitiba 11095:2004 e o item 7 do caderno 3 da norma ABNT NBR 5419:2015 (proteção de estruturas contra descargas atmosféricas),  tratam das inspeções, manutenções e medições periódicas como meios indispensáveis para garantir a eficácia do sistema de para-raios. As inspeções e medições também são exigidas pelo Corpo de Bombeiros, como forma de atestar que o condomínio está em dia com as obrigações de segurança.

A falta de manutenção adequada  pode trazer prejuízos, acidentes e até risco de morte para quem vive no condomínio. Além disso, o síndico pode ser responsabilizado civil e criminalmente por negligência e o seguro do condomínio invalidado.

Vistoria, manutenção e medições no sistema de para-raios

Para evitar estes problemas, deve-se realizar uma vistoria no sistema de para-raios, compreendendo: 

  • Inspeção visual das condições dos componentes, tais como sinalizador noturno, captores, hastes, suportes, isoladores, cabos e conexões elétricas;
  • Medição de continuidade elétrica dos condutores de descida, afim de garantir que ele não está danificado ou rompido;
  • Medição da resistência da malha de aterramento;
  • Emissão de laudo descritivo e fotográfico, contendo os resultados das medições, parecer técnico e indicação de inconformidades e recomendações;
  • Emissão de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) do engenheiro eletricista responsável.

O serviço de manutenção deve incluir a limpeza dos componentes, o reaperto de todas as conexões, a substituição de componentes defeituosos, entre outros itens.

Para atendimento da legislação trabalhista, é necessário ainda que o profissional atenda os requisitos de segurança das normas NR-10 (segurança em instalações e serviços em eletricidade) e NR-35 (trabalho em altura).

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